O publicitário Marcos Medeiros, diretor de arte da AlmapBBDO queria ser campeão olímpico de natação. O detalhe de quatro centésimos de segundo o tirou da Olimpíada de Atlanta, em 1986. Ele passou então na se dedicar com a mesma disciplina de atleta à publicidade. Em 2010, ganhou a medalha de ouro da criatividade, o Grand Prix de Press, em Cannes, o topo da competição do setor. Agora, o ex-atleta vai deixar também de disputar a competição mais prestigiada da publicidade mundial e passará a julgar os trabalhos. Medeiros falou ao iG Estágio e Trainee sobre o começo de carreira na publicidade, o segredo do processo criativo e a influência da tecnologia.
iG: Você agora será juiz da maior competição, onde você já brilhou, o que muda?
Marcos Medeiros: A diferença agora é que agora, depois de resultados expressivos, fui convidado para ser jurado do Festival, que é um sinal do pessoal que eles confiam no meu critério. É como se, na natação, eu fosse convidado para ser juiz de largada. Em tese, um cara que domina as regras e que vai aferir com isenção quem está dentro e quem está forma, os melhores e os piores.
iG: Se você fosse julgar um trabalho no final de um curso de publicidade, o que levaria em conta nesse julgamento?
Marcos Medeiros: A ideia. Tem também como ela é executada, a fotografia, enfim, várias outras coisas que também contam, mas o que manda é a ideia. Se é realmente nova, se é uma grande sacada ou uma sacadinha. A força de uma ideia é a grande chave da propaganda. Uma grande ideia não executada com perfeição vai sobressair a uma pequena ideia bem realizada.
iG: Boa parte de quem faz publicidade quer trabalhar na criação, porque esse caminho é o preferido?
Marcos Medeiros: Primeiro, é um crime fazer um jovem com 17 anos decidir sobre seu futuro para os próximos 40. Muita gente decide por essa carreira por achar que é glamourosa, por essa história dos prêmios. Mas isso não é verdade, a gente lida com frustração diariamente. Para sua ideia incrível chegar na rua aprovada, tem que passar por uma série de alterações. Existe esse mundo da criação e também outros tão criativos quanto, na mídia, no planejamento. Então dá para você ser criativo sem necessariamente estar na criação.
iG: O que é ser criativo para você?
Marcos Medeiros: Ser criativo é aquele que não desiste de uma ideia que ninguém ainda teve. É ter a ideia e colocá-la em prática. Tem gente por aí que tem uma boa ideia e desiste diante do primeiro obstáculo. (Ele cita o filme “O Equilibrista”) Tem que ser o primeiro para ter relevância, ninguém sabe o nome do segundo homem que pisou na Lua. O primeiro é quem leva o crédito. Às vezes você pode nem ser o primeiro a ter uma ideia, mas se é o primeiro a executá-la, a ideia é sua.
iG: E como ter essa ideia?
Marcos Medeiros: Tem de ficar atento, ter o maior número de referências possível sobre tudo, fotografia, culinária, tudo. Leia bastante. São as informações que faz com que você crie uma coisa realmente nova.
iG: E os avanços da tecnologia, qual a influência na publicidade?
Marcos Medeiros: Acho que nem melhorou nem piorou, mas estamos mudando rapidamente. Uma geração cresceu vendo TV e folheando uma história em quadrinhos, era esse o entretenimento. Hoje uma criança de dois anos já pede um iPad e já põe o seu desenho favorito. O jeito que esta geração consome informação é totalmente diferente da nossa. O que a indústria da propaganda tem de fazer é entrar na vida desses consumidores da forma mais bacana possível. A propaganda não vai acabar, vai se adaptar. Hoje você tem novas ferramentas, as redes sociais. Se você faz uma campanha e não acontece nada nas redes sociais, não funcionou.
iG: E se você estivesse começando hoje, para onde você olharia, como seria sua carreira? Qual sua dica para quem está começando?
Marcos Medeiros: Acho que o segredo para qualquer carreira é com quem você trabalha, com quem você aprende a profissão de fato. A universidade vai dar conteúdo até um certo ponto, depois depende só de você. Se um tatuador aprende a profissão com um mestre japonês milenar e outro ali na esquina, eles serão profissionais diferente. Então, na publicidade, o estudante tem que conseguir, o mais rápido possível, um estágio em uma grande agência, porque lá sim você vai aprender com as pessoas que são os grandes expoentes da profissão. É óbvio que é mais concorrido, mas eu tentaria fazer isso. Eu comecei a trabalhar em uma agência pequininha. Eu já tinha salário e uma certa estabilidade. Abriu estágio em uma outra agência, a Casablanca, que era importante em Belo Horizonte. Abri mão do emprego para continuar estagiando. Em qualquer tipo de profissão você tem de admirar as pessoas com que trabalha. Se você está em uma agência e acha que não está aprendendo nada, está é perdendo seu tempo.
iG: É melhor abrir mão da estabilidade?
Marcos Medeiros: É uma fase que você não deve se preocupar muito com o dinheiro, porque o dinheiro vai vir. Claro, cada caso é um caso e tem gente que não pode escolher, mas se puder meu conselho é fique o maior tempo possível ao lado dos caras que são bons. E também ser o primeiro a chegar e o último a sair, porque isso passa a sensação de que posso contar com esse estagiário.
sexta-feira, 20 de maio de 2011
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Gatos rosados
Gatinhos rosados são achados em fábrica na Grã-Bretanha.. aii que lindinho
Os filhotes estavam em uma fábrica de concreto, e uma pigmentação do local
deu a eles a coloração rosa. *-*
"Vemos gatos de muitas cores e tamanhos, mas este é um caso inédito para nós" "Começamos a limpá-los, mas achamos que vai demorar um pouco até que recuperem sua coloração original", disse Claire Rowe, gerente da ONG Cats Protection.. =)
Os filhotes estavam em uma fábrica de concreto, e uma pigmentação do local
deu a eles a coloração rosa. *-*
"Vemos gatos de muitas cores e tamanhos, mas este é um caso inédito para nós" "Começamos a limpá-los, mas achamos que vai demorar um pouco até que recuperem sua coloração original", disse Claire Rowe, gerente da ONG Cats Protection.. =)
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